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CERCA ENTRE NOSSA CHÁCARA E A DA VIZINHA SOFIA VIVO / 19-09-2003
A chácara contígua à nossa é propriedade de Sofia Vivo e Mário de Andrade Ferreira, adquirida há muitos anos atrás, quando eles frequentavam a Lagoa e ficavam hospedados em nossa casa, mas o crescimento e a favelização de Águas Lindas, sobretudo do bairro Morada da Serra, à entrada de nossos domínios, desestimulou-os.
À mesma época eles decidiram construir uma casa no Lago Sul de Brasília e, mais recentemente, foram transferidos para Buenos Aires, onde o Mário agora trabalha no escritório do Banco Mundial.
Chegaram a levantar uma cerca divisória de mourões de madeira de arame farpado, destruída pelo tempo. Restou apenas a cerca que delimita com a nossa chácara Irecê, feita com postes de ferro e tela.
Havia sempre o risco de fogo na área que ainda conserva a vegetação original do cerrado, em que predominam as canelas-de-ema.
Um vizinho meteu cavalos e vacas no terreno em chácara lateral, e o pior de tudo, o terreno baldio atraía gente de todo tipo na direção do riacho, diminuindo a nossa segurança.
Decidimos erguer uma cerca com postes de cimento. A feitura dos postes pelos nossos caseiros, vem consumindo muito ferro, cimento e brita porque o Humberto, nosso caseiro, exagerou na forma. Agora estamos fabricando outros não tão grandes e grossos para intercalar. Vai ficar um serviço muito bom, ampliando a proteção da área.
Já concluíram a parte da frente e agora trabalham na lateral e nos fundos, para dar mais garantia à bomba que puxa água do córrego, com a possibilidade de manter algum cão mais bravo nos limites.
Queremos também construir uma nova estufa, para a multiplicação de suculentas, cactos e aráceas, próximo à casa dos nossos caseiros. Obra removível apesar de que já temos um entendimento com os proprietários no sentido de adquirir a nova chácara com esse propósito. Por certo, devo a Buenos Aires (onde agora vivem Sofia e Mário), em meados de outubro próximo, podendo reiniciar as negociações.
Os custos da obra são elevados por causa das dimensões, porque tudo o que é material de construção subiu bastante no início do governo Lula. E as vendas caíram, com a recessão. Não sei se vai valer a pena tanto investimento, mas a questão da segurança pesava e a expansão coloca-se como prioritária por causa da enorme propagação das mudas a partir de nossa coleção de matrizes das plantas.
Pouca venda não tem desestimulado o nosso interesse pelo cultivo, embora fosse uma questão de bom senso definir um limite às expansões do negócio.
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